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Qual o tipo de gás de cozinha

📅 16 de junho de 2026 ⏱️ 15 min de leitura
Close-up of grilled corn on the cob over a charcoal grill, capturing its golden texture and appetizing look.

Se você está se perguntando qual o tipo de gás de cozinha usado na sua casa ou no seu negócio, a resposta é direta: trata-se do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), uma mistura de propano e butano envasada em botijões de diferentes tamanhos. No Brasil, o mesmo GLP é distribuído em embalagens como o P13 (o famoso botijão de 13 kg, usado na maioria das residências), o P20 (voltado para empilhadeiras e usos industriais leves) e o P45 (escolhido por restaurantes, condomínios e comércios de maior consumo).

A diferença entre eles não está no gás em si, mas na capacidade, na pressão de trabalho e na finalidade de cada recipiente. Saber qual botijão combina com a sua rotina evita trocas frequentes, reduz custos e garante mais segurança no manuseio — especialmente em cozinhas profissionais, que exigem abastecimento constante.

Em Campo Grande/MS, a Mosko Gás, revenda autorizada Ultragaz e credenciada do programa Gás do Povo, trabalha com toda a linha de GLP (P13, P20 e P45) e entrega em mais de 80 bairros com botijão lacrado e nota fiscal. A seguir, explicamos as características de cada tipo de gás de cozinha, em quais situações cada botijão é mais indicado e como escolher a opção ideal para o seu consumo.

Quais são os tipos de gás de cozinha disponíveis no Brasil?

No Brasil, dois tipos de gás são utilizados para cozinhar: o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), popularmente conhecido como gás de botijão, e o Gás Natural (GN), distribuído por rede encanada. Embora ambos sirvam ao mesmo propósito — gerar chama para cocção —, apresentam origens, composições, formas de fornecimento e custos completamente distintos. Compreender essas diferenças é fundamental para escolher a opção mais segura, econômica e adequada à sua realidade.

GLP (Gás Liquefeito de Petróleo): o gás do botijão

O GLP é, de longe, o mais utilizado nas cozinhas brasileiras. Comercializado em recipientes metálicos de diferentes capacidades — o mais comum nas residências é o botijão P13, com 13 kg —, também existe em versões maiores como o P20 e o P45, voltados para uso industrial, comercial e em condomínios. Por ser armazenado sob pressão na forma líquida, o GLP não depende de infraestrutura de rede, garantindo acesso a praticamente qualquer região do país, urbana ou rural.

A distribuição é feita por revendas autorizadas de marcas como a Ultragaz, que entregam o botijão diretamente ao consumidor. Esse modelo é extremamente conveniente: quando o gás acaba, basta fazer o pedido e aguardar a entrega. Saiba onde comprar gás de cozinha perto de você e nunca fique sem gás em casa.

Gás Natural (GN): o gás encanado

O Gás Natural chega às residências e estabelecimentos por meio de tubulações subterrâneas administradas por concessionárias estaduais. No Brasil, sua disponibilidade é restrita a determinadas cidades e bairros — geralmente regiões metropolitanas de grande porte —, o que limita consideravelmente o acesso da população. O consumo é medido por hidrômetro e cobrado mensalmente na fatura da concessionária, de forma semelhante ao que ocorre com água e energia elétrica.

Por ser distribuído de forma contínua, o Gás Natural elimina a necessidade de trocar botijões periodicamente. Em contrapartida, exige que o imóvel esteja em área com infraestrutura de distribuição disponível e que o fogão ou cooktop seja compatível com esse combustível — o que nem sempre ocorre com os equipamentos comercializados no mercado brasileiro.

Composição química de cada tipo de gás de cozinha

A distinção entre GLP e Gás Natural vai além da forma de fornecimento. A composição química de cada um determina características como poder calorífico, pressão de operação, comportamento em caso de vazamento e compatibilidade com os equipamentos domésticos.

Do que é composto o GLP (propano e butano)

O GLP é uma mistura de dois hidrocarbonetos: propano (C₃H₈) e butano (C₄H₁₀). No Brasil, a composição padrão definida pela ANP é de aproximadamente 75% de propano e 25% de butano, embora essa proporção possa variar conforme a região e a época do ano — em locais mais frios, a concentração de propano tende a ser maior, pois ele vaporiza com mais facilidade em baixas temperaturas.

Ambos os componentes são mais pesados que o ar, o que tem implicações diretas na segurança: em caso de vazamento, o gás tende a se acumular nas partes baixas do ambiente, como o piso e porões. O GLP possui poder calorífico inferior elevado — em torno de 46 MJ/kg —, o que representa alta eficiência energética por unidade de massa. Para entender melhor como é feito o gás de cozinha e de onde ele vem, vale conferir um conteúdo dedicado ao assunto.

Do que é composto o Gás Natural (metano)

O Gás Natural é formado predominantemente por metano (CH₄), que representa entre 85% e 95% de sua composição. O restante inclui etano, propano, dióxido de carbono, nitrogênio e outros gases em pequenas quantidades. O metano é o hidrocarboneto mais simples e leve, com densidade inferior à do ar — isso significa que, em caso de vazamento, o Gás Natural sobe e se dispersa com mais rapidez pelo ambiente, ao contrário do GLP.

O poder calorífico do Gás Natural é inferior ao do GLP — em torno de 36 MJ/m³ —, o que implica queimar um volume maior de gás para obter a mesma quantidade de energia. Essa diferença é compensada pela pressão de fornecimento e pela regulagem dos queimadores nos equipamentos compatíveis.

Diferenças práticas entre GLP e Gás Natural

Conhecer as diferenças práticas entre os dois combustíveis ajuda a tomar decisões mais conscientes sobre qual utilizar, como instalar e quais cuidados adotar no cotidiano.

Forma de fornecimento e armazenamento

O GLP é armazenado em estado líquido dentro do botijão, sob pressão. Quando a válvula é aberta, ele se vaporiza e flui pelo regulador de pressão até o fogão. O consumidor precisa gerenciar o estoque — identificar quando o botijão está se esgotando e providenciar a reposição. Já o Gás Natural é fornecido de forma contínua pela rede da concessionária, sem necessidade de armazenamento no imóvel. A desvantagem é que qualquer interrupção na rede — por manutenção ou falha técnica — afeta o abastecimento sem aviso prévio.

Pressão, chama e eficiência energética

O GLP opera a uma pressão de saída do regulador de 28 mbar (2,8 kPa) para uso doméstico no Brasil. O Gás Natural, por sua vez, chega ao consumidor final em pressões ainda menores, em torno de 20 mbar. Essa diferença de pressão, somada à distinta composição química, exige que os queimadores dos fogões sejam calibrados especificamente para cada combustível. A chama do GLP tende a ser mais intensa e azul, enquanto a do Gás Natural pode variar conforme a calibração do equipamento. Em termos de eficiência energética por unidade de volume, o GLP leva vantagem pelo maior poder calorífico.

Custo e disponibilidade por região

O custo do GLP varia conforme o preço do botijão na região e o consumo mensal da família. Em média, uma residência brasileira consome entre 1 e 2 botijões P13 por mês. O Gás Natural, quando disponível, é cobrado por metro cúbico consumido e, em muitos casos, apresenta custo mensal menor para famílias com consumo elevado. No entanto, sua grande limitação é a disponibilidade geográfica: ele não está presente em grande parte das cidades brasileiras, incluindo muitos bairros de municípios de médio porte. O GLP, por outro lado, é acessível em praticamente todo o território nacional, inclusive em zonas rurais e cidades do interior.

Segurança: qual tipo de gás é mais seguro em casa?

Ambos os combustíveis são seguros quando utilizados corretamente, com equipamentos em bom estado e instalações adequadas. A principal diferença de segurança está no comportamento em caso de vazamento:

Em ambos os casos, a instalação deve ser realizada por profissional habilitado, os equipamentos devem ser revisados periodicamente e qualquer suspeita de vazamento exige abertura imediata de janelas, interrupção do fornecimento e acionamento do serviço de emergência.

Como saber qual tipo de gás usar no seu fogão ou cooktop

Utilizar o combustível errado em um fogão ou cooktop pode causar desde mau funcionamento do equipamento até riscos sérios à segurança. Por isso, é imprescindível identificar para qual tipo de gás o aparelho foi fabricado antes de qualquer instalação.

Como identificar se seu fogão é compatível com GLP ou Gás Natural

A forma mais direta de verificar a compatibilidade é consultar a etiqueta ou plaqueta de identificação do fabricante, geralmente fixada na parte traseira ou inferior do equipamento. Nessa etiqueta consta a especificação do combustível para o qual o fogão foi configurado de fábrica — normalmente indicado como "GLP", "GN" ou pelos símbolos correspondentes. O manual do fabricante também traz essa informação de forma clara.

No Brasil, a grande maioria dos fogões e cooktops é comercializada configurada para GLP, já que esse é o combustível predominante no país. Modelos configurados para Gás Natural são menos comuns nas lojas convencionais e costumam ser encontrados em regiões onde o gás encanado já está consolidado, como em determinados bairros de São Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais.

O que é necessário para converter o fogão de GLP para Gás Natural

A conversão de um fogão de GLP para Gás Natural — ou vice-versa — é tecnicamente viável na maioria dos modelos, mas exige a substituição dos injetores (bicos) dos queimadores, que possuem diâmetros distintos para cada combustível. Como o GLP tem maior poder calorífico e opera em pressão diferente, seus bicos são menores do que os utilizados com Gás Natural.

O procedimento deve ser executado por técnico autorizado ou pelo serviço de assistência técnica do fabricante. Muitos fogões acompanham um kit de conversão na embalagem, com os bicos alternativos e as instruções necessárias. Realizar a conversão sem o conhecimento técnico adequado pode comprometer a eficiência do equipamento e gerar riscos à segurança. Após a conversão, recomenda-se testar todos os queimadores e verificar possíveis vazamentos com água e sabão nas conexões.

Outros tipos de gás: GNL e GNV — qual a diferença para o gás de cozinha?

Além do GLP e do Gás Natural convencional distribuído por rede, existem outras modalidades que frequentemente geram dúvidas: o GNL (Gás Natural Liquefeito) e o GNV (Gás Natural Veicular).

O GNL é, essencialmente, o mesmo Gás Natural (metano), porém resfriado a temperaturas extremamente baixas (cerca de -162°C) para se tornar líquido e facilitar o transporte em grandes volumes por navios ou caminhões-tanque. É utilizado principalmente em escala industrial e para abastecer regiões sem rede de distribuição de gás natural. Após o transporte, passa por regaseificação e é injetado na rede. O consumidor final não lida diretamente com o GNL.

O GNV também é composto principalmente por metano, mas comprimido a alta pressão (em torno de 200 bar) para ser armazenado em cilindros instalados em veículos. Destina-se exclusivamente ao uso como combustível automotivo — em carros, ônibus e caminhões adaptados — sem qualquer aplicação doméstica para cozinhar. Portanto, GNL e GNV não são alternativas ao gás de cozinha para uso residencial: tratam-se de variações do Gás Natural com finalidades logísticas e automotivas específicas.

Para o consumidor doméstico, a escolha se resume ao GLP (botijão) ou ao Gás Natural encanado, dependendo da disponibilidade na região e da infraestrutura do imóvel. Se quiser saber mais sobre qual é o nome correto do gás de cozinha e como ele é chamado tecnicamente, confira o conteúdo específico sobre o tema.

Como escolher o melhor tipo de gás para sua residência

A decisão entre GLP e Gás Natural depende de fatores concretos como o tipo de imóvel, a localização, a infraestrutura disponível e o perfil de consumo da família. Veja as principais situações e o que considerar em cada uma.

Moro em apartamento: qual gás devo usar?

Em apartamentos, o cenário varia bastante. Prédios mais antigos, construídos antes da expansão da rede de Gás Natural, geralmente utilizam GLP em botijões individuais por unidade ou em um sistema central com botijões maiores (P45) instalados em área técnica do condomínio. Edifícios mais modernos, especialmente nas grandes capitais, já são construídos com rede de Gás Natural integrada à estrutura, com medidores individuais por apartamento.

Se o condomínio dispõe de rede de Gás Natural, essa tende a ser a opção mais indicada, pois elimina a logística de troca de botijões e costuma ser mais conveniente. Se o prédio utiliza GLP centralizado, o próprio condomínio gerencia a reposição dos recipientes maiores. Em qualquer caso, o morador deve verificar para qual combustível o fogão do apartamento está configurado antes de adquirir ou instalar qualquer equipamento.

Moro em casa: botijão ou gás encanado?

Para quem mora em casa, a decisão passa primeiro pela disponibilidade de Gás Natural na rua. Se a concessionária local ainda não instalou a rede na região — realidade da maior parte do Brasil —, o GLP em botijão é a única alternativa viável. Nesse caso, o essencial é contar com uma distribuidora confiável que entregue com agilidade, botijão lacrado, nota fiscal e preço transparente.

Se o Gás Natural já está disponível na rua, vale realizar uma análise de custo-benefício considerando: o valor da taxa de adesão e instalação do ramal interno, o custo mensal estimado com base no consumo, a eventual necessidade de conversão ou substituição dos equipamentos e a comodidade de não precisar mais gerenciar a reposição de botijões. Em muitos casos, especialmente para famílias com consumo elevado, o Gás Natural pode representar economia no médio e longo prazo. Para quem precisa de gás imediatamente, saiba onde comprar gás de cozinha agora com entrega rápida na sua região.

Perguntas Frequentes sobre tipos de gás de cozinha

Qual é o tipo de gás mais usado nas cozinhas brasileiras?

O GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), comercializado em botijões, é de longe o mais utilizado nas cozinhas do país. Segundo dados da ABPG (Associação Brasileira dos Distribuidores de GLP), mais de 90% dos domicílios brasileiros que utilizam gás para cozinhar dependem do GLP. Isso se deve à ampla disponibilidade em todo o território nacional, à facilidade de acesso e à infraestrutura consolidada de distribuição por revendas autorizadas.

GLP e gás de cozinha são a mesma coisa?

Sim, no uso cotidiano, quando se fala em "gás de cozinha" no Brasil, a referência é ao GLP. A expressão "gás de cozinha" é uma denominação popular que se consolidou pela associação do produto ao botijão doméstico. Tecnicamente, o gás de cozinha pode ser tanto GLP quanto Gás Natural, mas como o GLP domina o mercado residencial brasileiro, os dois termos acabaram se tornando sinônimos na linguagem do dia a dia.

Posso usar qualquer fogão com gás natural encanado?

Não. Fogões fabricados para GLP não podem ser conectados diretamente ao Gás Natural sem a devida conversão dos injetores dos queimadores. Utilizar um fogão de GLP com Gás Natural sem essa adaptação pode resultar em chama inadequada (excessivamente alta ou baixa), acúmulo de gás não queimado e risco de intoxicação ou explosão. Antes de conectar qualquer fogão à rede de Gás Natural, verifique a compatibilidade do equipamento e, se necessário, realize a conversão com um técnico habilitado.

Qual tipo de gás é mais barato: GLP ou Gás Natural?

A comparação de custo depende da região, do consumo e da tarifa vigente. De maneira geral, o Gás Natural tende a ser mais barato por unidade de energia gerada em relação ao GLP em botijão, especialmente para famílias com consumo elevado. No entanto, existem custos iniciais de adesão e instalação do ramal que podem levar meses ou anos para ser amortizados. Para famílias com consumo baixo a moderado, a diferença pode ser pequena ou até favorável ao GLP, sobretudo quando se considera a praticidade da entrega do botijão sem taxa adicional. Saiba como trocar o gás de cozinha de forma segura e correta.

O gás de cozinha tem cheiro naturalmente ou o odor é adicionado?

O GLP e o Gás Natural são, em estado puro, inodoros — não possuem cheiro próprio. O odor característico que percebemos é produzido por um aditivo chamado etilmercaptana (ou mercaptana de etila), incorporado intencionalmente durante o processo de distribuição. Essa substância tem cheiro forte e desagradável, semelhante a ovo podre, justamente para que qualquer vazamento seja detectado rapidamente pelos sentidos humanos, mesmo em pequenas concentrações. Trata-se de uma medida de segurança obrigatória regulamentada pela ANP.

Qual tipo de gás faz mais mal à saúde em caso de vazamento?

Tanto o GLP quanto o Gás Natural são não tóxicos em sua composição básica, mas podem causar asfixia em ambientes fechados ao deslocar o oxigênio do ar. O principal risco em ambos os casos não é a toxicidade direta, mas sim a explosão ou incêndio provocados pela ignição do gás acumulado. Em termos de risco de acúmulo, o GLP é considerado mais perigoso em ambientes fechados e baixos — como porões e cozinhas sem ventilação — por ser mais pesado que o ar. O Gás Natural, por ser mais leve, dispersa-se com mais facilidade, mas pode se concentrar em pontos altos fechados. Em qualquer suspeita de vazamento, a conduta correta é: não acionar interruptores ou chamas, abrir janelas e portas, fechar o registro do gás e deixar o ambiente imediatamente.

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